Neste espaço vamos dar dicas gerais de pesca, tanto no mar quanto em rios ou represas e até dicas para uma boa pescaria em pesque-pague...

 

Técnicas para pesca do robalo

De modo geral, a melhor hora para pescá-lo é logo de manhã, bem cedo, e ao entardecer. Já no inverno é perto do meio dia, o sol esquentando bastante, parece acordar os robalos, que passam a ferrar um após o outro.

Quer me parecer também que a lua tem influência acentuada na pesca do robalo. Em todas as pescarias, venho observando o calendário, constatando que as melhores sempre foram feitas nos dias próximos à lua cheia. Em dias de vento e chuvisco é melhor ficar em casa, debaixo de uma coberta quentinha. Robalo gosta de dia claro, sol brilhando. Tempo de trovoada não conta, pois, antes do temporal cair, é excelente momento para se pescar.

 

Material de pesca

Pode-se pescar o robalo com material pesado e talvez até mesmo conseguir uma boa fiada de peixes. A graça de pescar, porém, não é "rebocar" um peixe até o seco, e sim usar arte e perícia contra força e instinto. Se saímos cedinho de casa, enfrentando muitas vezes o escuro e o frio, e vamos até a água em busca de uma boa briga, não há porque encurtá-la, arrastando o peixe, sem antes senti-lo, vê-lo brigar, correr, levar linha, para só depois trazê-lo devagarzinho, prancheando do nosso lado.

Material leve e bem balanceado. Vara fininha, boa flexibilidade. Para sentir o peixe e não haver perigo de rebentar sua boca, na hora da ferrada. Linha 0,20 a 0,30 e molinete pequeno. Freio bem regulado para não haver perigo de romper a linha. Se for peixe brigão, raçudo, deixe levar a linha. O gostoso é a briga. Numa caixa, material sortido. Anzóis de vários tamanhos, giradores, bóias e chumbos. Dê sempre preferência às garatéias. Como a boca do robalo é muito sensível, a garatéia, prendendo-se em mais de um lugar, diminui a chance do peixe se soltar, depois de ferrado. Bóias grandes, modelo número 8 para cima.

Na escolha das iscas artificiais, a preferência recai sobre os plugs de meia-água. Tamanho médio, de 5 a 10 centímetros. Não esqueça um puçá ou bicheiro, peças importantes, na hora de retirar o peixe da água.

 

Iscas: técnica para as naturais

Predador por excelência, o robalo só ataca presas em movimento. Se for usar iscas naturais, elas devem estar bem vivas, com os movimentos normais. Se usar iscas artificiais, é preciso dar-lhes movimento para levar o robalo ao ataque. As iscas naturais mais comuns são o camarões  e pequenos peixes vivos. É ponto primordial saber iscar corretamente um camarão ou peixe. Além de estar bem segura ao anzol, deve-se procurar não afetar as partes sensíveis da isca, para dar-lhe o maior tempo possível de vida e movimento. Ao contrário de quando se usa isca morta, o anzol deve ferir e tocar o menos possível a viva. Mesmo que a ponta apareça, ao invés de cobrir todo o anzol, faça-o penetrar um lado da isca, para sair do lado oposto, sempre em regiões não sensíveis.

O camarão, no alto da cabeça, tem uma espécie de chifre, cuja base é bom local para se firmar o anzol. De um lado para o outro. Ou ainda o rabo. No peixe, faça o anzol penetrar numa narina e sair noutra. Ou isque-o pelo rabo.

 

Artificiais: uma opção superior

Ultimamente vem crescendo o número de pescadores adeptos das iscas artificiais. O maior obstáculo que elas encontraram foram, sem dúvida, a desconfiança e incredulidade do brasileiro. Quando em outros países são usadas pela maioria dos pescadores há várias décadas, ainda hoje no Brasil, apenas um pequeno número de esportistas do anzol as conhecem. Para a pesca do robalo, considero-as superiores às iscas vivas. A começar pelo custo. Investe-se apenas uma vez, e não é mais preciso perder tempo e gasolina procurando iscas naturais. E nem sempre é possível consegui-las. A própria pescaria ganha mais emoção e movimento, uma vez que é preciso usar de toda técnica e perícia para enganar a presa.As colheres são boa opção. Há as niqueladas, amarelas, listradas, com um anzol fixo, com garatéia móvel, enfeitadas com penas, entre outras. Dentro de suas características, todas boas. Mesmo ferrando com colheres, não são, porém, a isca ideal para o robalo. Ele é peixe de meia-água, não tão rápido como o dourado. A isca precisa ser recolhida a uma velocidade de média a lenta. Se recolhermos devagar uma colher, ela irá ao fundo, com chances de enroscar em paus ou pedras, sem encontrar o habitat do robalo. Se a recolhemos rapidamente, por sobre a água, nem sempre o robalo tem tempo de abocanhá-la na sua corrida.

Plug é a denominação de uma variedade enorme de iscas, feitas de plástico, madeira, alumínio, borracha, todas tentando imitar em sua forma, cor, movimento, pequenos peixinhos. Têm uma garatéia no final do corpo, no lugar do rabo e mais uma ou duas debaixo da barriga. As cores e formatos variam muito, de acordo com a procedência. O gosto do pescador influi muito. Se gostar de determinada isca, vai usá-la mais vezes que outra menos simpática. É lógico que então vai pegar mais peixes com a isca de sua escolha. Daí não se pode dizer que esta é melhor que aquela. Uma combinação de cores mais vistosa, com mais brilho dentro d'água, porém, vai chamar mais a atenção do peixe. Basicamente, existem três tipos de plugs, classificados de acordo com a profundidade em que se pesca: de superfície, de fundo e de meia-água. Ao ser jogado na água, o de superfície bóia, e ao ser recolhido desliza sobre a água. O de fundo, pelo seu próprio peso, submerge, indo até o fundo. Esse tipo de isca deve ser recolhido logo que caia na água, para evitar que se enrosque em alguma tranqueira. Boa para pescar em águas mais fundas, no inverno. Quando em repouso o plug de meia-água permanece boiando. Tem no lábio inferior uma palheta colocada em ângulo, que o faz submergir, quando tracionado. Dependendo da velocidade com que é recolhida, afunda mais ou menos. Quanto mais rápido, mais afunda. É a isca ideal para o robalo.

TEMPORADA DO PEIXE ESPADA

Estamos entrando no verão, está chegando na hora da pescaria a um dos peixes mais esportivos do nosso litoral brasileiro, o peixe Espada.
Este peixe praticamente é pescado o ano inteiro principalmente no verão em quase todo litoral brasileiro. Podemos encontra-lo em várias profundidades, em mar aberto, baías e estuários. A noite eles se aproximam dos costões, ancoradouros e praias profundas, podendo pesca-lo até 300m de profundidade onde podemos capturar exemplares de no máximo três quilos e dois metros de comprimento.
Sua pescaria é muito esportiva sendo ele um peixe agressivo e muito perigoso para o pescador, pois o principal perigo está na boca dele, tendo uma boca óssea muito dura, afilada e bicuda, provida de dentes salientes e assustadores, sempre ao manusearmos devemos ter o máximo de cuidado pois a menor distração sua, ele pode lhe atacar. Para manuseá-lo, é preciso além de habilidade, um alicate pega peixe sempre a mão para assim poder evitar acidentes.       
Os espadas fascinam pela sua força, pois eles são muito lutadores e  são difíceis de vencer pois o formato de seu corpo multiplica sua força dentro da água e desafia a ansiedade dos pescadores. O espada já tem vários admiradores no Brasil.
Material adequado :
Usa-se normalmente varas de ação média pesada, o tamanho vai da  preferência do pescador, linhas acima de 0,40mm com líder de linhas 0,60mm, bóias de tamanho médio luminosas ou não, empates rígidos de no mínimo 15cm, snaps e giradores de tamanho médio e anzóis ou garatéias de tamanhos acima de 1/0, o molinete pode ser médio para grande.
Com este material você poderá pescá-lo em meia água ou fundo lhe proporcionando uma emocionante pescaria.
Opções de isca:
Para o espada podemos usar várias iscas desde naturais até artificiais.
Podemos usar sardinhas, manjubas e pedaços de peixes cortado ao meio para melhor iscar.
Temos também opções de artificial, podendo ser usado iscas me no mínimo 14cm com garatéia reforçada. Modelos de iscas a serem usados: com um bom resultado temos as Big Game 130FR de meia água, as Big Game 140FR, as Jab de meia água e a Kazan 130, todas da Marine Sports e também contamos com a Miss Carna, de superfície.  Não esqueçam-se dos empates flexíveis de 30 a 40lbs.

 

Arremesso

É claro que temos que empregar alguma força para conseguirmos um bom desempenho num arremesso, mas, não é tudo.
O conjunto de pesca é um fator determinante para arremessarmos, principalmente se desejarmos dar um daqueles que vão depois da arrebentação buscar um peixe grande.

Na Praia

Temos praias rasas e de tombo. Nas rasas, precisamos às vezes entrar bastante no mar para conseguirmos botar os chicotes iscados no ponto certo, enquanto nas de tombo, que afundam de modo bem mais acentuado, não precisamos nos esforçar tanto.
O ideal para praia rasa é uma vara de ação pesada, ou seja, aquela que verga pouco na hora do arremesso, enquanto nas de tombo podemos utilizar uma de média ação ou usarmos uma pesada aplicando menos força no arremesso.

Tamanho não é documento
Não pense que com um caniço de 4,60 m. seu arremesso será melhor do que se fosse de 3,60 m. O equilíbrio é fator primordial para um bom arremesso, assim sendo, procure se adaptar bem ao seu material. Seu caniço não deverá ultrapassar o dobro de sua altura mais, no máximo, 15%. Se, por exemplo, você mede 1,70 m., seu caniço não deve ultrapassar os 3,91 m. para que você mantenha o equilíbrio.
É claro que isto não é absolutamente invariável, pois, caso você já tenha se adaptado a um caniço de 4,20 m. por exemplo, você estará demonstrando que conseguiu uma resultante de equilíbrio variável. Não vá entretanto pensar que, se mudar para um de 4,60 m. fará com que arremesse mais longe.

A chumbada
Há quem se iluda pensando que se colocar uma chumbada bem mais pesada irá aumentar a distância. Lembre-se que não aconselhamos o uso de chumbada além do limite permitido pela vara. Deixe sempre uma margem de 10 a 20% para evitar surpresas desagradáveis e nunca esqueça de considerar o peso da isca, empate de aço e demais complementos que estiver utilizando.
Quando arremessamos com bóia, quase sempre esquecemos de considerar seu peso e, de repente, lá se vai uma ponta de vara.
Nas praias de tombo vale mais a precisão do que a distância do arremesso. É por esse motivo que podemos usar varas de média ação. 
Convém, seja qual for a vara que usamos, verificar o chamado "vento da vara", ou seja, verificar se as passadeiras permanecem alinhadas no momento em que a vara flexione, pois isto é fundamental para que se diminua o indesejável atrito e o balançar excessivo da linha.

A linha
A bitola da linha é outro fator que contribui ou prejudica um bom arremesso. Linhas superiores a 0,50 mm. normalmente prejudicam muito. As ideais são as multifilamento, por apresentarem maior flexibilidade sem detrimento da resistência. Cuidado pois existem linhas multifilamento que são duras e extremamente abrasivas.
Os molinetes para praia devem ser grandes para que possam carregar um mínimo de 250 m. de linha.

 

Pescando na Praia

Todos sabemos que os dias de lua cheia e lua nova são mais propícios à pesca, principalmente na maré cheia ou durante sua cheia, pois é o período em que o peixe mais se aproxima da praia para buscar seu alimento.

Nas praias profundas e sem grandes ondas, chamadas também de "praias de tombo", é bem difícil sabermos onde fazer nosso arremesso com sucesso. Neste tipo de praia, o sistema de tentativa e erro é o único que pode ser usado, a menos que você veja uma coloração diferente em certa porção de mar, se existir, é ali que devem estar os peixes (mas não é certo).

Nas praias rasas, os peixes maiores costumam ficar nos "valos" ou "canais de praia". Localize este ponto observando cuidadosamente uma onda desde que se forma bem distante. Quando ela se quebrar, vai formar um rastro de espuma que se aproxima da praia.

Em um certo momento, a espuma some e se forma uma outra onda - aí é que mora o grandão !

Em função da maré e da movimentação de areia de fundo, podem se formar dois ou mais canais de praia. Você terá de arremessar nos canais que alcançar para sentir as beliscadas e ver qual deles é o mais propício à sua pesca.

Procure não se afobar e ficar fazendo diversos arremessos em minutos. Nos primeiros arremessos é aconselhável o uso de iscas bem grandes que servirão como se fossem verdadeiros "engodos". Após esta fase, use a isca de acordo com o peixe que pretende pescar.

Usando um chicote de três anzóis, coloque inicialmente uma isca de cada tipo em cada anzol e memorize a ordem para ver qual foi a mais atacada. Costuma-se usar uma isca de sardinha no de baixo, camarão ou corrupto no do meio, e tainhota no de cima. Lembre-se entretanto que tainhota é isca branca e pode atrair o baiacu arara.

Não se esqueça que a maior qualidade de um bom pescador é a paciência. Saber esperar o peixe é o que torna a pescaria um prazer.

 

 

Como soltar os peixes

Muito tem se falado, nos dias de hoje, sobre o pesque-e-solte (catch and release) e alguns pescadores esportivos costumam praticar esse tipo de pescaria, mas a prática de soltar os peixes, apesar de bem-intencionada, pode não adiantar de nada se for feita incorretamente. Siga estas dicas para não errar :

Mas não fique acanhado de levar um belo troféu para a panela...

 

Anzóis Ecológicos

A pesca esportiva vem crescendo em todo o país, formando uma corrente de adeptos dispostos a preservar o meio ambiente. Por isso existe a preocupação em desenvolver produtos que incentivem o esporte e trabalhem em conjunto com os pescadores.

Os anzóis ecológicos são apropriados para a prática do pesque e solte (Catch and Release), pois não agridem a natureza. Eles são biodegradáveis, ou seja, possuem rápida oxidação. Foram testados no Rio São Benedito e Cururu, no Paraná, com várias espécies: Pacu, Matrinchã, Trairão, Tucunaré, Cachara, Jundiá, Pirarara e Bicuda. Estes anzóis criam um certo obstáculo natural na pesca de peixes esportivos, já que não possuem farpas. Na verdade esta diferença é mais um atrativo, pois o anzol liso gera maior dificuldade em segurar o peixe.

Os praticantes do catch and release tinham suas dúvidas com relação a eficiência dos anzóis normais. Muitas vezes os peixes conseguem romper a linha e acabam fugindo com o anzol na boca, podendo prejudicar a sobrevivência. Por isso é necessário que sejam fabricados com materiais que se dissolvam rápido.

 

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